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29.3.10

between us. (part 4)

ENTEDIANTE!
Essa foi a descrição de Suzannah para o seu domingo. 
Ela passou o dia inteiro envolvida em trabalhos do colégio, redações, contas, e codigos fontes para o curso. E alguma noticia de Charles? Nenhuma. 
Tinha horas que ela queria se matar por acreditar que pelo menos a sua amizade ainda teria, ou que até o veria mais seguidamente agora que resolvera aparecer, mas no fim de tudo se chamava de idiota, inconseqüente, sonhadora e boba, totalmente boba.
Durante todo o resto de domingo verificava o celular para ver se não havia nenhuma mensagem nova, e não havia.
ENTEDIANTE²
Essa tambem foi a descrição para a sua segunda feira, nenhuma noticia, nenhum 'nos vemos', ou 'estou com saudades', nada tem noção, NADA! Ela achou que ia entrar em surtos, mais respirou fundo e pensou, ele nao era nada seu alem de amigo, ela nao podia começar a surtar do nada, depois de sair do colégio, foi direto pro Central Park e puxou um cigarro do maço, fumando-o tranqüilamente sentada em um dos bancos e olhando as pessoas passarem por si, ela não se importava se estava com o uniforme ainda, e já eram quase cinco horas da tarde, ela só não queria era voltar para casa, para o quarto, para o local aonde ele a abraçou e disse que a amava. Ela pelo menos esperava que a sua terça feira, poderia ser melhor.

28.3.10

between us. (part 3)

- Hey Suze, como você está? - Perguntou Grace ao telefone.
- Se você nao tivesse me acordado estaria melhor - resmungou esfregando o olho.
- Para meu que você tá dormindo até agora, esqueceu que você tem que vir aqui pra casa? A festa surpresa do Andrew.
- Sim, sim eu sei, me dá uma meia hora, eu apareço ai - suspirou.
- Como você vai vir?
- Eu resolvo, se precisar eu roubo os patins da minha vizinha - ela riu do outro lado.
- Xoxo - e desligou.
Ela se moveu lentamente com a animação lá na unha do dedão do pé, entrou no banheiro deixando a agua cair pela seu corpo e arrastando junto o cheiro do cigarro da noite anterior e do luar maravilhoso sem ninguem para acompanha-la.Não demorou muito já estava vestida com um jeans surrado e uma blusa vermelha com uns detalhes em preto, calçou seu tenis favorito e pegou a mochila metendo uma blusa nova e um casaco, jogou-a nas costas, passou perfume rapidamente e desceu as escadas.
- Vai sair querida? - perguntou sua mãe enquanto ela parava na cozinha comendo uma banana.
- Vou - disse de boca cheia - A festa surpresa do Andrew, agente se fala mãe - deu um beijo na bochecha da mãe já saindo.
- De um beijo na sua avó, e você vai como? - gritou.
- De bicicleta - gritou passando pela avó e dando um beijo estalado na sua bochecha.
- Se cuida minha neta - pediu a avó.
- Sim vossa senhoria - sorriu para a avó e saiu em disparada para a casa de Grace.
Chegar lá nao foi dificil, esperaram a outra amiga que ia com elas, e foram em direção a casa de Andrew, Grace levava o bolo nas mãos, Suze levava as bebidas na mochila e Milena levava outra mochila com a decoração.
- Oi, sogrinha - saudou Grace ao entrar na casa e ver a sua sogra, sim ela e Andrew namoravam.
- Oi meninas, podem entrar e subir.
Arrumaram tudo, deixando as bebidas na geladeira e o bolo, mais tarde voltariam para os pontos finais, já que Andrew ainda chegaria do trabalho e sairia novamente com Matthew a testemunha delas. Foram para a casa de Taylor encontrando Jessica e Neightoon lá. Dormira, comeram trakinas, riram, gritaram, tiveram todos os tipos de surtos até dar a hora e Andrew finalmente sair de casa, a casa ficava bem perto da casa da Taylor, então só dava seis meninas correndo loucamente pelas ruas, com garrafas de bebidas na mão, pinga, e tudo, chegarram rapidamente e arrumaram. A surpresa funcionou e muito bem, no meio de toda a musica Suze ouviu seu celular tocar e era sua mãe perguntando que horas ela voltaria e ela decidiu que dali a uma hora a mãe podia busca-la, mas quando desligou viu um alerta de mensagem piscando.
"From: Número Desconhecido.
Time: 15:15
Desculpa, eu não pude aparecer, me perdoa mesmo, se cuide Beijos C.C."
O seu coração acelerou e ela sorriu bobamente, Grace piscou para a amiga vendo seu sorriso, e a puxou para aproveitar o resto da festa que ela ainda tinha com os amigos.


.xxx.

Perdoem não postar ontem, tive festa e minha vó foi parar no hospital e minha cabeça nao estava para postagem, logo teremos sobre o dia de domingo da Suze, espero que gostem, bjs. Raah, valeu vida, você é demais, e nem se preocupe (L)

26.3.10

between us. (part 2)

Ela ficou nervosa o dia inteiro.
De manhã mal prestava atenção na aula que teve, foi surpreendida por uma frase do seu professor de filosofia que a fez refletir por um tempo - " A nossa felicidade está em fazer os outros felizes, mesmo que isto não nos faça feliz." - Foi o que ele disse, mas sua reflexão não durou muito tempo pois o sinal bateu e ela saiu em direção a sua casa.
Duas de suas amigas foram consigo para almoçar em sua casa.
- Suze, oi? - Pietra a chamou tirando-a de seu transe no metro.
- O que foi? 
- Nada - ela balançou a cabeça negando enquanto Pietra e Angel davam um sorriso cúmplice.
O almoço foi normal, Suzannah tentou ficar por dentro dele na maior quantidade de tempo tendo que responder as perguntas de sua mãe como, "Como foi seu dia?", "Conheceu alguem mais?". Quase soltou fogos de artificio quando suas outras duas amigas, Mellani e Ketri chegaram e seu celular tocou.
- Mon Amour - ele anunciou alegre.
- Beijamin - ela fingiu sorrir se trancando em seu quarto e deixando as amigas na sala.
- Como você está? Ha algo de errado? - DROGA! Ela odiava aquele super poder dele de conseguir desvendar seus sentimentos.
- Está tudo ótimo, as it's estão aqui em casa, e você como está?
- Estou com saudade - choramingou.
- Eu tam...
- SUZANNAH! - gritou Ketri rindo.
- Um grito de socorro - ela riu sem animo agradecendo o gongo - Tenho que ir, se cuide e boa viajem - e rapidamente desligou sem ouvir nenhum, ' Te amo' ou 'Tchau!'
A tarde se passou em um voou e elas terminaram os trabalhos rapidamente, cada uma seguiu seu trajeto, e avisaram quando ja estavam sã e salvas.
Suzannah tomou seu banho exatamente as sete horas, arrumou o cabelo, botou uma roupa leve, seu short jeans e seu moleton vermelho predileto com a escrita GAP e deixou os cabelos meio ondulados e mesclados cairem pelos seus ombros.
Se passou das nove, das dez, das onze, e nada de Charles, a sua unica solução foi: ele havia esquecido.Suspirou pesadamente e decidiu esperar até meia noite, essa queria tanto que ele chegasse de repente, se desculpa-se pelo atraso e eles aproveitariam a noite com vinho, petiscos e a beira mar.Mas não aconteceu.
Suze saiu pela sua janela e sentou no telhado, pegando um cigarro preto do seu maço, e o acendeu rapidamente, voltando com um vicio o qual ele a tinha feito largar. Observou as estrelas e fumou chateada, até não saber que horas o relógio bateria novamente.

25.3.10

between us. (part 1)


Quantos foi que a fizeram seu coração acelerar, quantos foi que ela jurou amor eterno que não durou tempo o suficiente, quantos foram que desfrutaram de seu romantismo e de sua inocencia, quantos foram que tiveram o mesmo sentimento?
Nada na vida de Suze foi facil, só ela sabia quantas pessoas já tinha amado, só ela sabia quantas a machucaram, mas quando ela pensara em quantas vezes seu coração acelerou de verdade e ela pode dizer eu te amo soou tão falso. Isso aconteceu muitas vezes, só que o que ela não conseguia entender era que diziam que o aceleramento e a falta de ar era quando se encontrasse o amor verdadeiro, quando se amasse de verdade. Então todos que passaram foram amores verdadeiros, todos foram seu futuro que escapou pelos seus dedos? Ela realmente não conseguia entender, mas seus pensamentos foram embora quando ela avistou ele com sua camiseta polo azul e seus cabelos levemento arrumados em um moicano.
- Charles - falou num sussurro entrecortado após ter pulado em seus braços e escondendo seu rosto no vão do pescoço dele.
- Suze - ele segurou seu rosto sorrindo e lhe roubou um selinho amigo. Era uma pequena mania dele que ela simplesmente achava perfeita, se fosse apenas com ela, lógico!
- Mas me diga como você está? - ela perguntou com as mãos em volta de seu pescoço e com o coração acelerado.
- Estou bem, morrendo de saudades de você - apertou a ponta do nariz dela de leve enquanto ela ria que nem uma criança - Estava com saudade das nossas conversas - confessou segurando sua cintura.
- Eu tambem cara, você não sabe a falta que me fez - entregou, e fingiu ficar braba - Você me troca por esses homens deliciosos com os corpos esbeltos e de tanquinhos lindo e esquece da amiga com peitos - fez bico.
- Sabe que não troco você por nenhum HOMEM na face dessa TERRA você é melhor que milhares de HOMENS que já conheci - ele beijou sua testa - Mas descobri que tá namorando - ela corou - Quem é ele?
- Ow - ela se derreteu - Depois não me chingue se eu ficar mais apaixonada por você em! - desviou o olhar rapidamente abaixando seu rosto - Ah é o Beijamin.
- E.. - ele hesitou parecendo escolher as palavras certas - Você esta feliz? - interrogou segurando seu queixo e a fazendo olha-lo, ela odiava aquilo a deixava com o coração em pulos com o pequeno toque.
Suspirou pesadamente antes de responder - Eu não sei mais o que é felicidade.
- Como não sabe mais o que é felicidade amor? - Então de repente tudo apagou.
- CRIANÇAS SE ACALMEM EU VOU CUIDAR DISTO! - gritou o pai de Suze do primeiro andar, enquanto as mãos dela agarravam fortemente o pescoço de Charles com medo.
- Suze?
- É que Charles, eu não sei, não é ele que faz meu coração acelerar, mas tambem nem sei mais se é certo em confiar no meu coração entende? Eu to com ele só porque ele me dá confiança, em ter alguem do lado, porque ele diz que me ama de verdade e não é só da boca pra fora - ele apertou seu abraço em volta dela, e ela encostou a cabeça em seu ombro se sentindo segura.
- Eu não sei o que seria de mim sem você - sussurrou dando um leve beijo em seu pescoço e o vendo estremecer.
- O que seria de MIM sem você - ele riu fraco beijando a bochecha de Suze quando as luzes do quarto dela se acenderam novamente - Eu tenho que ir.
-M-mas já? - o olhou.
- Sim, tenho que desfazer as malas prometi a Sra. minha mãe que só viria te visitar e voltava - deu de ombros.
- Mas a Dona Mel me conhece desde que uso fraldas - ri.
- Eu tenho que ir petit.
- Ok, só deixo você ir se me convidar pra sair, Beijamin está de viajem com os pais e eu não suporto mais ficar em casa - revirou os olhos.
- Tudo bem - ele sorriu - Vamos a praia, tomaremos um bom vinho com alguns aperitivos que tal?
- Vamos a la praia ôh ôh ôh ôh - ela fez uma musiquinha rindo - Um encontro? - seus olhos relampejaram e seu coração parou uma batida.
- Eu te amo - ele disse beijando sua testa demoradamente e saindo.
- Eu tambem te amo, demais - sussurrou para as paredes.

22.3.10

believe.

02:35, novamente!
Mandy bufou e se jogou novamente na cama, era sempre nessa mesma hora de madrugada que ela acordava e a tarde ela saia.
Ela sonhava sempre com um garoto, o qual não sabia seu rosto, mas sabia que ele usava um anel no dedo anelar fino, e uma corrente. 
Hoje era seu ultimo dia de férias, e então depois que voltou a dormir e acordou por volta das oito da manhã resolveu ir até a praia que não ficava longe de sua casa e era caminho da escola, botou sua roupa mais confortavel e foi.
Via diversos casais, crianças brincando na areia, pais cuidando das crianças, todos aproveitando seus ultimos minutos de ferias enquanto ela só pensava nele o garoto sem cabeça, como ela mesma o chamava.
- Filha, está tudo bem? - sua mãe perguntou quando percebeu a sua desatenção no jantar.
- Sim - ela deu um sorriso amarelo terminando a sua refeição e subindo para tomar seu banho e dormir.
02:35, repetiu-se.
Ficou com tanta raiva por ter acordado de novo neste horario que dormiu até as dez, tomou banho correndo e arrumou seu material, almoçando rapidamente e chegando a escola.
Todos estavam matando a saudade, mas o sinal rapidamente tocou dizendo que a conversa parava por ali, ela seguiu até a sua nova sala, e sentou-se prestando atenção ao que o professor escrevia, e ela copiava.
Então a sala toda ficou em silencio, a diretora estava ali, mas Mandy não percebera e assim que terminou de copiar a viu. Ela estava acompanhada de um garoto.
- Gostaria de lhes apresentar alunos nosso novo colega, Michael Jonson - anunciou o professor.
Então ela percebeu, que ele não era um simples garoto, que por cima da blusa branca de seu uniforme uma corrente de prata gritava, e na mão que estava fora do bolso tinha um anel e no dedo anelar, e ela olhou a hora e sorriu bobamente: 02:35, novamente.

16.3.10

felicidade.





- Esse é o momento em que agente canta o coro de aleluia em vez de pegar nossos sacos de vomitos? 
- Acho que é - Veronica riu nervosamente vendo o capitão do time e melhor amigo de Mandy se aproximar.
- Por favor, quem suporta elas lideres de torcidas, chupa ovos desses jogadores? Por favor, eu não sei com o Draw aguenta aquela garota ainda - ela estremeceu ao lembrar - É tenso demais.
- Mandy - chamou Veronica disfarçadamente olhando para trás dela.
- Pensa comigo V. o que eles veem, nelas? Bundas, peitos, barrigas super definidas, meninas que só comem saladas, por favor cadê o amor a vida? - Ela se ligou que a amiga olhava nervosamente para trás - E o que você tanto ... - ela se virou dando de cara com Draw - Oi - disse nervosa querendo que um buraco se abrisse, e ao seu lado estava a queridissima e hidrolatada Hannah.
- Pro seu governo, eles ficam conosco porque damos o que eles querem, e não ficamos trancadas em nossos jalecos no laboratorio - Rapidamente Veronica segurou o pulso de Mandy.
- Hannah - Draw pediu tentando das um basta.
- Não é só isso, pelo menos nós chamamos a atenção e sempre conseguimos o que quero, porque nao somos como vocês suas - ela pensou - como se diz?
- Pessimistas - falou V.
- Isso mesmo espiga - sorriu falsamente Hannah.
- Do que você chamou ela? - Mandy já nao conseguia controlar sua raiva.
- Espiga? Boneco de Palha, tem mais quer... - mas ela nao teve tempo de terminar a frase porque a mão de Mandy voôu em seu rosto.
- Sua V.. 
- Você tem certeza de que vai dizer isto? - Mandy perguntou levantando a mão novamente - Porque apenas estara chingando a si mesma - ela sorriu vitoriosa e saiu andando deixando os outros para trás, ouviu Veronica chama-la mas não deu bola.
O que mais doia enquanto Mandy corria para uma das mesas escondidas nas arvores a noite, era que Draw, seu melhor amigo desde pequeno - e que ela era loucamente apaixonada - nao havia defendido sua melhor amiga, tinha preferido ficar ao lado de uma lider de torcida que nao sabia nem falar pessimista. Mas antes que ela pudesse chegar aonde queria foi impedida com uma mão segurando seu pulso e batendo seu corpo contra o seu.
- Me s-solta - tentou dizer sobre as lagrimas.
- Não - ela olhou vendo Draw a encarando - Você tem que pedir desculpas a ela.
- Faça-me r-r-ir - tentou rir mas soluçou.
- Por favor - ele pediu baixinho.
- Para que? Ela não sabe nem pensar, porque ela é tão importante para você? - jogou.
- Porque ela é minha namorada.
- Isso é apenas um rotulo - cuspiu - Ela estava do seu lado no seu primeiro tombo de bicicleta? Ela estava ali quando seu primeiro dente caiu, ou quando você deu seu primeiro beijo, ela estava ali em todos nossos passeios na cachoeira e dos nossos beijos roubados de brincadeira? Não, ela nao estava, então de que ela é tão importante, pra te dar um rotulo, um titulo, pra te fazer popular? É isso que você quer, é essa a felicidade que você ve? - ela mal enxergava pelas lagrimas.
- Mandy..
- Não Draw, eu nao quero ouvir mais nada de você, eu te amei todos esses anos em segredo e o que eu recebi, um rotulo de melhor amiga, por ter aguentado seus choros por amores nao correspondidos, por nao importar a hora te deixar entrar pela minha janela e te deixar dormir na minha cadeira, ou até me ajudar nas brigas dos meus pais, mas agora de nada importa, você já tem a sua felicidade, e não procure por mim amanhã, porque eu já estarei bem longe - entregou e saiu correndo em direçao a sua cara.
Depois disso, Mandy pensou que era o fim, dois dias depois o seu corpo foi encontrado em uma das pedras da cachoeira, infelizmente ela nao sobreviveram a um tombo e batera a cabeça. E por culpa de uma pequena palavra, ela nunca soube o que era felicidade.

6.3.10

menos é mais.

Eu me sentia bem e cuidar da vida deles, eles poderiam ter seus problemas que fossem, mas estavam sempre unidos. A mais velha, fora embora a dois anos, o do meio ainda mora com eles, e a mais nova esta tomando rumo na vida. 
A mãe sempre cuidou de todos os três como mãe&pai, pois o marido sempre estava de viajem. O menino e a mais nova, sempre sofreram demais com o pai. O pai queria que o menino passasse por tudo que ele passou, se não fosse pela mãe, o pai teria botado-o para a rua aos doze anos. A menina já via o pai com outros olhos, ou melhor, ela não o via. Ela sempre escondeu de sua mãe, que concordava que ela não tinha pai, que aquilo era apenas uma palavra de três letras e um acento, sem importância. Ela pensava assim, por todas as vezes que o pai voltava de viajem achava que era o rei da casa, a mãe tinha que fazer tudo pra ele e os filhos igualmente, mas ela nao pensava assim, ela nao se via obedecendo-o, tanto que isto resultou em inumeras brigas e o pai quase batendo na filha. Ela jurou a si mesma em silencio, se um dia ele se atrevesse ela iria denuncia-lo, nao importasse o que acontecesse, como ela mesmo pensava, nunca tivera um pai.
O filho sempre engoliu calado tudo que o pai dizia, mesmo nao merecendo ouvir, e outras merecendo, as vezes o confrontava, mas acabava com o pai no hospital com a pressão altissima.
A menina via a relação dos dois, e quando atingiu uma certa idade, confessou a mãe que pra ela nunca existiu um pai, e que achava que sua mãe deveria se separar e arranjar um novo marido. Mas a mãe nao concordara, dizia que só se comete o erro uma vez. A menina prometeu a si mesmo, que tentaria deixar a vida da mãe mais feliz, e sumiria quando o pai estivesse por perto. Porque ela sabia, que mesmo com tudo que acontecia, a sua mãe seria seu unico porto seguro, e seu irmão seu melhor amigo, e que qualquer coisa, a sua irmã mais velha a apoiaria, e de mais uma coisa ela tinha certeza, de que a palavra pai, era apenas uma coisa amena no seu vocabulario.