- Mas Suzannah ...- ouvi minha mão dizer ao longe enquanto a porta já estava fechada e corriamos.
Foi uma corrida cheia de risos, trocas de olhares, e de pensamento até a casa dele. Eu não sabia o que estava fazendo mas sabia o que ia fazer.
- Você é louca Suze - acusou-me.
- Cale a boca Charles, se você soubesse - ri enquanto ele pegava a chave embaixo do vaso da margarida de sua mãe e abrindo a porta.
- Suze, lembrei de uma piada que preciso te contar - já começou rindo.
- Ah senhor, você e suas piadas - entrei na casa que já conhecia a alguns anos.
- Suze querida - saudou dona Mel.
- Oi Sra. Mel.
- Como está querida, parece que saiu de uma maratona, toda vermelha - sorriu.
- Quase isto - Charles riu enquanto eu batia em seu braço - Mãe vamos lá para cima ok? - comunicou já subindo as escadas.
- Se comportem - avisou.
O seu quarto continuava quase o mesmo, a cama de adolescente com sua colcha verde, um boneco do Krust no criado mudo, algumas fotos penduradas, e um mural, com milhares de fotos. Cheguei mais perto e observei uma foto minha de quando eramos adolescentes, quando eu tinha cabelo loiro, usava aparelho, ri.
- Do que você tanto ri? - perguntou me vendo parada em frente ao mural e me abraçando por trás, calma coração, calma - Ah sim, a sua foto, você parecia uma menina simpatica nessa época.
- Parecia?
- É, você era meio cheia - deu de ombros.
- Para de mentir Charles - ri batendo em seu braço enquanto ele me soltava, cedo demais - Mas me conta a piada.
- Está bem - sorriu - O que o Exaltasamba foi faze na biblioteca?
Ai meu deus lá vem ele.
- Não sei - confessei.
- Lê, lê, lê - ria sozinho enquanto eu logo apos o acompanhei entendendo a piada.
- Idiota - ri, me sentando na sua poltrona vermelha.
- Mas você riu - sorriu indo olhar as fotos e arrumando algumas - Mas acho que você me deve uma explicação por toda aquela cena, não?
Suspirei, agora ou nunca.
- É - baixei o olhar - É que, meu namorado voltou, e...
- E.. - ele se ajoelhou na minha frente e segurou meu queixo com o polegar e o indicador levantando.
- Eu vou terminar com ele - soltei de uma vez só.
- Porque? - Agora ele se interessa porque?
- Porque não da mais, me parece falso a algum tempo, e meu coração não pertence mais a ele - desviei o olhar.
- Pertence a quem? - interrogou entrando na minha visão.
- A alguem.
- Conta poxa - riu me cativando.
- É segredo - fiz bico.
- Eu não conto pra ninguem - seu sorriso cresceu.
- A alguem que desde que eu conheci pertenceu - me levantei rapidamente e ele também, eu brincava com os dedos de nervosismo.
- E esse alguem sou eu? - perguntou na cara dura.
- É - escondi meu rosto nas mãos.
Foi então que rapidamente senti seus braços ao meu redor e seus labios em meu ouvido.
- Desde que eu conheço você, meu coração tambem foi seu, mas tenho medo de ficar longe de você, eu te amo muito Suze - Alguem acha meu coração agora? O abracei forte e escondi meu rosto no vão do seu pescoço.
- Mas eu sempre vou estar ao seu lado, você nunca vai ficar longe de mim - sussurrei contra sua pele - Meu menino.
Foi então que rapidamente ele me roubou um selinho, mas não era isto que eu queria, queria seus labios moldados ao meu, sua pele descobrindo cada espaço da minha. Olhei em seus olhos e vi a mesma coisa que eu desejava, sem quebrar o contato visual, deslisei minhas mãos até a sua nuca, e ele quebrou a ditancia entre nós, seus labios se moldaram aos meus rapidamente, e sua lingua pediu passagem eu concedi sem pensar.
Mas ali, naquele quarto, naquele pequeno local que eu tanto frequentei eu soube, que era ele que eu sempre procurei, foi ele que sempre pertenceu a mim, que não importava todas as decpções porque a partir de agora, ele era meu.
-
Quem lê, perdoes pela demora, faltou a colaboração do 'Charles' e as provas estão terriveis, obg pra quem lê, e sim o Charles existe, e infelizmente mora longe de onde estas postagens são escritas, mas aprendi que nem a distância pode me fazer acabar com meus sonhos.
XoXo Vm.
